Aumento da tarifa do transporte coletivo descontenta moradores de Umuarama

Aumento da tarifa do transporte coletivo descontenta moradores de Umuarama

Nesta segunda-feira (5) começaram a vigorar em Umuarama os novos valores da passagem do transporte coletivo. A partir de agora, quem adquirir o vale-transporte pelo cartão magnético paga R$ 4,30 e quem pagar diretamente na catraca paga R$ 4,50. Até domingo (4), o preço era R$ 4.

O reajuste da tarifa foi autorizado pela Prefeitura Municipal por meio de um decreto. A passagem não era reajustada desde 2017. A justificativa do Poder Executivo é a de que o aumento é necessário pela frequente renovação da frota e a pouca ocupação de passageiros em determinados horários.

Os novos valores, porém, não têm contentado a população de Umuarama. A zeladora Lurdes Costa é uma das que considera que o aumento não é justo. “Eu acho um absurdo esse reajuste para quem tem que pegar distâncias curtas. Antigamente dava para trocar de ônibus no terminal e não precisava pagar outra passagem. Hoje já não é assim, temos que pagar caso queiramos trocar de linha. O aumento não condiz com o que é ofertado”, diz a moradora de Umuarama, que utiliza a linha Jabuticabeiras para conseguir se deslocar até o centro diariamente, pelo menos duas vezes ao dia.

Lilian dos Santos também não concorda com o aumento, alegando que o preço é uma exploração ao trabalhador. “Se o ônibus e o terminal tivessem uma boa estrutura, tudo bem. Mas não, o terminal não recebe reformas, não há acentos decentes e a segurança é ruim. Tenho medo de ser assaltada quando desço no terminal. Isso é uma afronta para quem trabalha todos os dias dependendo de ônibus. Eu utilizo o cartão magnético, então imagina ter que pagar quase R$ 10 por dia para poder ir e voltar do trabalho?”, questiona a costureira, que utiliza a linha São Cristóvão para ir até o centro da cidade. Outra questão que revolta Lilian é o fato de a população não ter sido informada antes sobre o aumento. “Não teve conversa com os moradores da cidade. Nós ficamos sabendo que iria aumentar no fim da última semana e na segunda-feira já teve o aumento. Por que não conversaram antes conosco, que somos os usuários do transporte?”, interroga a costureira.

Para Marlene de Souza, 50 anos, a tarifa do transporte reajustada limita suas condições de locomoção diariamente. “Eu geralmente pegava quatro passagens por dia e não tenho o cartão. Pegava quatro porque precisava ir a dois lugares diferentes, ia e voltava. Hoje já não deu, fui em um lugar de ônibus e depois fui a pé a um outro local porque se eu fosse e voltasse aos dois lugares que necessito teria que pagar um preço que não encaixa nas minhas condições. Agora terei que fazer isso sempre”, conta Marlene, que usa a linha Guarani.

Os estagiários também estão sofrendo por conta do reajuste. Uma delas é Juliana Beatriz, que recebe R$ 400 mensalmente. Segundo ela, nesta segunda-feira precisou recarregar seu cartão magnético e colocou 19 passagens. O preço total deu R$ 81,70. “Quase um quarto do meu salário foi só para conseguir as passagens. Isso que ainda eu só utilizo uma por dia, porque meu pai consegue me buscar. Mas acho muito caro o valor cobrado para fazer viagens curtas”, ressalta.

O fato é que a nova tarifa também despertou questionamentos do porquê a passagem se assemelhar com os preços que são cobrados em cidades maiores no Paraná, como Curitiba e Maringá, em que a tarifa praticamente tem os mesmos valores e as pessoas podem trocar de ônibus sem precisar pagar uma nova taxa nos terminais. Já em Cianorte, por exemplo, a passagem custa R$ 3 e em Paranavaí R$ 3,75. Apucarana e Arapongas que têm quase o mesmo porte de Umuarama possuem preços a R$ 3,10 e R$ 3,30, respectivamente. “Por que temos que pagar o mesmo preço que em cidades grandes? Isso que não compreendo”, questiona a zeladora Lurdes.

Fonte: O Bemdito.

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