Paraná firma protocolo para criar rede de atenção LGBT

Paraná firma protocolo para criar rede de atenção LGBT

As secretarias estaduais da Saúde, da Justiça, da Família e Desenvolvimento Social, da Segurança Pública e da Educação firmaram terça-feira (23) uma parceria sobre o Protocolo de Intenções para combater casos de violação dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Paraná.

O acordo estabelece a articulação de ações conjuntas para estruturação de uma rede intersetorial de apoio e atenção à população LGBT.  Também visa estimular a coleta de dados e informações para desenvolvimento de políticas públicas, capacitar profissionais para acolhimento humanitário, promover a tolerância e o respeito à identidade de gênero e garantir o uso do nome social e orientação sexual com integralidade.

O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, ressaltou as ações do Governo em garantir o acesso da população aos serviços básicos de saúde e uma qualidade de vida digna. Nardi também acrescenta que é um ato de cidadania promover o respeito e a integralidade do atendimento.

“O Paraná é uma região diferenciada, temos uma grande pluralidade de culturas, vivências e pessoas. Ofertar garantias e direitos para todos os paranaenses é o compromisso do Governo do Estado, que estamos cumprindo de maneira eficaz e com altíssima qualidade”, disse.

Segundo ele, a parceria entre todas as secretarias demonstra o respeito a todas as pessoas que moram no Estado. “Este protocolo estabelece, de maneira formal e legislativa, a nossa missão como representantes em promover uma sociedade mais justa, respeitosa e saudável”, acrescentou.

Cuidado

O chefe da divisão estadual de controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, AIDS e Hepatites Virais, Francisco Carlos dos Santos, disse que o protocolo representa uma mudança significativa na rotina de cuidados com a saúde da população LGBT. “Segundo pesquisas, os transexuais são aqueles que mais se infectam pelo vírus HIV, muitas vezes isto ocorre por não existir uma rede de atenção adequada, com pouca ou nenhuma informação sobre como proceder e abordar uma pessoa trans. O protocolo vai ser extremamente efetivo para auxiliar na construção de uma sociedade mais segura e saudável para todos”, afirmou.

 
 

Fonte: AEN

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